Eventos que o investidor em ações deve conhecer.

Volta e meia você verá por aí empresas anunciando Splits, Grupamentos, Bonificações, Dividendos, Juros sobre Capital Próprio, Data Ex e Com. Mas do que se tratam esses eventos? Este artigo irá ajudá-lo a entender melhor todos esses termos.

DATA COM E DATA EX

Data “COM” é um dia limite estabelecido pela empresa para saber quais acionistas irão ser afetados or algum evento acionário.

Se a data “COM” de um vento é o dia 01/08/16, quem possuir ações até esse dia será afetado pelo evento. Quem comprar a ação no dia seguinte não será afetado.

Data “EX” é o dia a partir do qual quem possuir a ação não será afetado por um evento acionário. A daata “EX” é o dia posterior ao da data “COM”.

  • Uma empresa anuncia pagamento de dividendos com base na posiçãoa cionária de 01/08/2016.
  • 01/08/2016 será a data “COM” dividendos.
  • 02/08/2016 será a data “EX” em que quem comprar as ações não terá direito aos dividendos.

SPLIT ou DESDOBRAMENTO

Um Desdobramento ocorre quando a empresa aumenta o número de ações totais mas não muda o valor total de seu patrimônio líquido. Isto significa que aumenta o número de ações, mas o valor total delas permanece o mesmo.

  • Uma empresa que têm 100 ações valendo R$100,00 no total faz um Desdobramento de 100%;
  • Para cada ação que existir, uma nova ação será criada;
  • Ao final a empresa terá 200 ações que valem R$100,00 no total.

Para o investidor isto não muda nada. Você receberá novas ações na proporção do Desdobramento mas o valor total de suas ações permanecerá o mesmo.

O preço das ações na Bolsa de Valores irá mudar proporcionalmente ao Desdobramento. Em um Desdobramento de 100%, o preço das ações irá passar a ser negociado pela metade do preço anterior.

Empresas fazem Desdobramentos para:

  • Diminuir o preço das suas ações sendo negociadas na Bolsa de Valores.
  • Aumentar a liquidez de suas ações, aumentando o número de ações em negociação.

GRUPAMENTO

Um Grupamento ocorre quando a empresa diminui o número total de ações sem alterar o seu patrimônio líquido. Isto significa que diminui o número de ações mas o valor total delas permanece o mesmo.

  • Uma empresa que têm 100 ações valendo R$100,00 no total faz um Grupamento de 10:1;
  • Dez ações passarão a ser somente uma ação;
  • Ao final a empresa terá 10 ações que valem R$100,00 no total.

Para o investidor nada muda. Você passará a ter menos ações na proporção do Grupamento mas o valor total de suas ações permanece o mesmo.

O preço das ações na Bolsa de Valores irá mudar proporcionalmente ao Grupamento. Em um Grupamento de 10:1, o preço das ações irá passar a ser negociado por 10 vezes o preço anterior.

Empresas fazem Grupamentos para:

  • Aumentar o preço das suas ações sendo negociadas na Bolsa de Valores.
  • Evitar que o preço das ações fique somente em poucos centavos.

O Grupamento pode ser um sinal de que as ações da empresa têm se desvalorizado bastante. Este evento acionário mostra que não existe limite para a queda de preço de uma ação (à medida que o preço cai, a empresa faz grupamentos) e que o investidor não deve manter seu dinheiro em empresas ruins aguardando um “empate” na esperança de que o preço não irá cair mais.

BONIFICAÇÃO

As vezes uma empresa possui muito dinheiro em mãos e resolve transformar esse valor em novas ações (como se os donos estivessem injetando mais dinheiro no negócio).

Como forma de beneficiar os seus sócios, a empresa distribui as novas ações de forma gratuita aos seus acionistas.

  • Uma empresa faz uma bonificação de 10%;
  • Os acionistas ganharão uma ação para cada 10 ações que possuírem;

No curto prazo a Bonificação não traz vantagem ao acionista porque o preço das ações na Bolsa de Valores é ajustado de forma proporcional à Bonificação.No entanto, no longo prazo, se a empresa for boa, ações bonificadas são novas ações que o investidor recebe sem ter que desembolsar qualquer valor e podem contribuir significativamente para o aumento do seu patrimônio.

O que acontece se o investidor não tiver o número de ações exatas?

Suponha uma bonificação de 10%.

O investidor que possui menos de 10 ações não receberá nada.

O investidor que possui um número de ações que não é múltiplo de 10, por exemplo, 15, irá receber 1 ação e a 0,5 ação a que ele teria direito será vendida pela própria empresa e o investidor receberá o valor em dinheiro.

SUBSCRIÇÃO

A Subscrição é um direito dado aos acionista de comprar mais ações da empresa.

As vezes uma empresa possui muito dinheiro em mãos e resolve transformar esse valor em novas ações (como se os donos estivessem injetando mais dinheiro no negócio).

Para beneficiar os sócios, a empresa possibilita aos mesmos comprar estas ações por um preço diferenciado antes que elas sejam disponibilizadas para negociação na Bolsa de Valores.

A Subscrição é um direito. O investidor pode:

  • Exercer o seu direito e comprar as ações.
  • Não fazer nada e o direito expirar.
  • Vender o seu direito a outra pessoa.

Subscrições podem ser vantajosas se o preço a ser pago pela ação for menor do que o preço das ações negociadas na Bolsa de Valores.

DIVIDENDOS

Os Dividendos representam parte do lucro que a empresa teve e que é distribuído aos seus acionistas.

O valor dos Dividendos é depositado na conta da Corretora de Valore do investidor e ele pode utilizá-lo como preferir.

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Os Juros Sobre Capital Próprio (JCP) representam parte do lucro que a empresa teve e que é distribuído aos seus acionistas antes de ser apurado o Imposto de Renda.

É uma vantagem para a empresa porque ela pode considerar os JCP pagos como uma despesa e portanto diminuir o lucro apurado em um período, pagando menos imposto. Em troca, o investidor terá que pagar 15% de Imposto de Renda ( o qual é descontado antes do dinheiro cair na conta do investidor).

RENDIMENTO DE JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Algumas empresas costumam pagar rendimentos como se os Juros Sobre Capital tivessem sido aplicados durante um curto período de tempo até serem pagos aos investidores.

Estes rendimentos também são tributados na fonte em 15%.

O valor já descontado do imposto cai na conta da Corretora de Valores do investidor, que pode fazer o que quiser com ele.

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