Escolha um Fundo que atenda ao seus objetivos!

Fundos de Investimento são classificados pela legislação brasileira em sete tipos:

  • Fundos de Curto Prazo
  • Fundos Referenciados
  • Fundos de Renda Fixa
  • Fundos Cambiais
  • Fundos de Ações
  • Fndos de Dìvida Externa
  • Fundos Multimercado

Esta divisão não só diferencia os Fundos como norteia os objetivos e regras as quais o Fundo estará sujeito. Com exceção dos Fundos destinados a investidores qualificados (com aplicação mínima superiores a R$1.000.000,00) o limite de aplicação em ativos financeiros no exterior é de 100% para Fundos de Dívida Externa, 20% para Fundos Multimercado e 10% para os demais.

FUNDOS DE CURTO PRAZO

Fundos de Curto prazo devem aplicar seus recursos exclusivamente em:

  • títulos prefixados ou indexados à uma taxa de juros
  • títulos indexados a índices de preço com prazo máximo de vencimento em até 375 dias
  • mantendo prazo médio de vencimento de toda a carteira inferior a 60 dias

Basicamente esses Fundos investem em títulos federais como LTN e LFT e NTNB com vencimento próximo. Para investir em títulos de dívida privados, estes precisam ser classificados como baixo risco por agência de classificação de risco localizada no Brasil.

O risco é pequeno porque os títulos prefixados garantem um rendimento conhecido e os títulos indexados a índice de preço com vencimento próximo não são expostos a marcação a mercado significativa que ocorre com títulos de vencimento longo.

Além disso, esses Fundos podem fazer operações com derivativos para proteger a sua carteira e não ficar exposto a essas variações.

FUNDOS REFERENCIADOS

Fundos Referenciados costuma identificar no seu nome a qual indicador estarão baseando seu desempenho (DI, Dólar, IGP-M, etc.)

Esses Fundos terão como objetivo acompanhar o desempenho do indicador escolhido e são sujeitos a algumas regras:

  • 80% de seu Patrimônio Líquido deve ser representado por títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou Banco Central e ativos de Renda Fixa cujo emissor esteja na categoria baixo risco (com certificação dada por agência de risco no Brasil)
  • 85 da carteira deve ser composa por ativo que acompanhem, direta ou inderetamente, a variação do indicador escolhido
  • operações com derivativos restritas À operações para proteger a carteira

Fundos Referenciados utilizarão títulos públicos (alguns não disponíveis ao pequeno investidor como os indexados a moeda estrangeira ou ao IGP-M) e privados de baixo risco para tentar acompanhar o indíce de Referência. São Fundos de baixo risco mas que podem ter um rendimento ruim, especialmente os atrelados ao câmbio.

FUNDOS DE RENDA FIXA

Fundos de Renda Fixa invistirão no mínimo 80 % de sua carteira em ativos diretamente relacionados ao investimento em Renda Fixa, como títulos públicos ou privados. O restante obedecerá as regras do próprio fundo.

Estes Fundos não estão restritos as regras de prazo e risco a que estão sujeitos os Fundos de Curto Prazo e, portanto, podem obter melhores rendimentos porém também possuirem risco mais alto.

FUNDOS DE CAMBIAIS

Fundos Cambiais invistirão no mínimo 80 % de sua carteira em ativos diretamente relacionados ao investimento em Cãmbio. Normalmente esses fundos irão fazer operações estruturadas como Swaps ou investir em ativos que acompanhem a variação da moeda, de forma a manter o valor em relação a moeda (valorizando quando o câmbio sobe e caindo quando o câmbio desvaloriza).

FUNDOS DE DE AÇÕES

Estes Fundos devem ter 67% do Patrimônio Líquido em ações ou ativos ligados a ações (como outros Fundos de Investimento). O restante pode ser aplicado em outros tipos de investimento.

A variedade de Fundos de ações é grande pois eles podem adotar diversas estratégias. Por exemplo:

  • Investir em ações de índice, como o IBOVESPA
  • Investir em ações de setor expecífico (mineração, bancário, petróleo, etc.)
  • Buscar uma estratégia específica (como investir em ações de dividendos, small caps, etc.)

O risco desses Fundos é alto e esta diretamente ligado a variação dos ativos em que ele investe. Quanto mais restrito o escopo do Fundo (Fundos que investem em ações de uma única empresa por exemplo) mais o resultado do Fundo acompanhará a variação dos ativos em que ele investe.

FUNDOS DE DÍVIDA EXTERNA

Eses Fundos aplicam seus recursos em títulos da dívida externa brasileira. Como esses títulos são negociados em dólar, eles tem uma relação negativa com o câmbio.

O investidor ganha quando a economia do país vai bem e os títulos valorizam, porém seus ganhos ficam limitados devido a desvalorização do Dólar que ocorre nesses períodos.

O investidor perde quando os títulos desvalorizam, mas tem o prejuízo compensado em parte pela valorização do Dólar que costuma ocorrer nesses períodos.

Os Fundos de Dívida Externa devem aplicar no mínimo 80% do seu Patrimônio Líquido em títulos representativos da dívida externa e no máximo 20% em outros títulos de crédito do mercado internacional.

FUNDOS MULTIMERCADO

Os Fundos Multimercado são fundos que investem em diversos tipos de ativos de acordo com sua estratégia específica. São ais flexíveis que os demais Fundos e permitem aos adminsitradores fazerem operações complexas com renda variável e derivativos.

A possibilidade de retorno é expressiva, bem como o risco é elevado. Dependendo da estratégia do Fundo, pode apresentar grandes variações patrimoniais e até mesmo a necessidade de que os cotistas sejam convocados a aplicar mais dinheiro para cobrirem perdas do Fundo.

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