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Políticas Econômicas

Intervenção Estatal

Pouco se discute hoje em dia em nossa sociedade se realmente é válida a intervenção do Estado na economia. Essa questão é deixada de lado e o foco concentra-se na questão de como o Estado deve interferir.

Essa visão parcial majoritária não surpreende quando se tem em mente que grande parte do setor acadêmico e da mídia tem financiamento público. Não é inteligente esperar que haja muitas críticas ao sistema que financia quem emite a opinião.

Além disso, há sempre o forte apelo emocional que problemas inerentes à existência humana, tais como "injustiça social" e "desigualdade", exercem nas pessoas e que, acredita-se, o governo poderá resolver através da sua interferência.

Diferente das ciências como a física e matemática, a economia sofre a interferência dos interesses pessoais de quem a aplica. Assim, determinados grupos estão constatemente atuando de forma a manipular as coisas e serem beneficiados.

Dessa forma, questões e visões que já há muito tempo foram provadas erradas por pensadores, filósofos e economistas, persistem sendo aplicadas e defendidas, ainda que falhem seguidamente, pois sempre há um grupo beneficiado que continua lutando por essas políticas.

Críticos das intervenções estatais apontam que todo o dinheiro que o governo absorve em impostos é, na verdade, riqueza tirada da população que deixará de ser utilizada pelos cidadãos pagadores de impostos como bem desejarem.

Sendo o governo uma instituição burocrática, o dinheiro acaba sendo utilizado de maneira menos eficiente do que teria sido nas mãos do cidadão e o resultado final é um saldo negativo de riqueza para todos.

De maneira geral, aponta-se que as principais falhas em teorias econômicas intervencionistas são:

  • Pensar apenas nos resutados a curto prazo; e
  • Considerar as consequências apenas em um grupo restrito.

O resultado final das interferências governamentais costuma ser pouco eficaz, muitas vezes agravando o problema a que se queria resolver. Como resultado, é comum surgir o clamor de que haja ainda mais interferência governamental, e que o governo precisa de ainda mais poderes de interferência.

Assim, as organizações burocráticas vão se expandindo, novos órgãos e agências regulatórias são criadas, capazes de emitir regulamentos e determinações com força de lei. No entanto, os membros dessas novas organizações não são eleitos pelo povo e seguem sua própria ideologia, sem ter de responder ao interesse dos cidadãos.

Um governo inchado, com excesso de poder sobre as atividades dos cidadãos, costuma ter consequências nefastas, como a história já provou em diversos casos.

Além disso, a partir do momento que percebem que é mais vantajoso influenciar os políticos do que focar em se tornarem mais eficientes e produtivos, os empresários passam a concentrar seus esforços em exercer pressões e obter regalias sobre a classe política, gerando um mercado de favores e legislações impeditivas de novas concorrências que beneficiam apenas determinado grupo com maior poder de influência política.

O resultado é um mercado com empresas menos eficientes, beneficiadas pelos subsídios estatais e corrupção.

Dessa forma, ainda que haja uma infinidade de tentativas em justificar as políticas econômicas de intervenção, e sua existência seja-nos passada como algo concreto e necessário, o investidor inteligente deve encará-las com cautela, buscando sempre uma visão mais ampla, tentando entender qual será realmente o resultado de tais políticas a longo prazo e sobre os agentes econômicos como um todo e não apenas em um grupo específico.

Essa visão não só lhe permitirá sentir-se mais confortável com o desenrolar dos acontecimentos no mercado financeiro, como lhe tornará um cidadão capaz de ver além dos discursos demagógicos e populistas de políticos e grupos cujo único interesse é o de obter benefícios para si.

Para que servem as políticas econômicas?

As teorias ecônomicas por trás da organização do sistema financeiro brasileiro, onde o sistema está centralizado nas mãos do Estado, defendem que o governo deve atuar na economia de forma a tentar influenciar a situação econômica do país e buscar os seguintes objetivos:

  • Promover o desenvolvimento econômico;
  • Garantir o pleno emprego;
  • Equilibrar o volume financeiro de transações com o exterior;
  • Garatir a estabilidade de preço e controle da inflação; e
  • Promover distribuição da riqueza e das rendas.

As ações que o governo toma nesse sentido são chamadas de políticas econômicas.

Defensores dessas políticas apontam que, deixados a agir livremente, os agentes do mercado acabarão por atuar de forma ineficiente e socialmente irresponsável, sendo, então, necessário que o Estado interfira a fim de manter o equilíbrio ideal dos fatores e a eficiência econômica total.

Quais são as políticas econômicas?

Podemos dividir essas políticas em quatro tipos:

Referências:

FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviço. 18 ed. Rio de Janeiro. Qualitymark, 2010.

HAZLITT, Henry. Economia em uma única lição. IMB, 1979. Disponível em https://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25

Última atualização: 2019-08-21