INVE$TINDO

Aprenda a investir de forma simples e rápida!

Quais os riscos do investimento em ações?

Há diversos riscos envolvidos no investimento em ações. Alguns são específicos às empresas em que se investe e outros afetam a todas as empresas, chamados de riscos sistêmicos.

Podemos classificar os riscos do investidor de ações da seguinte maneira:

  • Risco de mercado;
  • Risco econômico;
  • Risco regulatório;
  • Risco tributário;
  • Risco judicial;
  • Risco específico; e
  • Risco de liquidez.

A exposição ao riscos estará diretamente ligado à sua estratégia de investimento.

Para o pequeno investidor, maior atenção deve ser dada aos seguintes aspectos:

  • Psicológico: a exposição às cotações instantâneas pode incentivar o excesso de operações ou emoções sem fundamentos;
  • Insegurança: dúvidas podem gerar insegurança com relação aos investimentos que está fazendo, podendo resultar em decisões precipitadas; e
  • Diversificação: o excesso de concentração em um único ativo leva o investidor a ficar excessivamente nervoso com as variações de preço.

Risco de Mercado

O risco de mercado é o risco relacionado à variação do preço das ações.

A todo momento as pessoas que negociam ações estão reavaliando seus investimentos e qualquer informação nova, alteração econômica ou política governamental pode fazê-las reavaliarem o preço pelo qual estão dispostas a negociar a ação.

À variação do preço é dado o nome de volatilidade. Uma ação volátil é uma ação que sofre grandes variações de preço em torno de um valor médio, em curtos espaços de tempo.

Essa incerteza sobre o preço da ação, origem do nome renda variável, faz com que o investidor não saiba qual valor receberá caso tenha de vender suas ações.

É por isso que não é recomendado investir em ações esperando um retorno certo ou investir dinheiro que você possa a vir precisar no futuro, pois não há qualquer garantia de retorno ou de quando ele acontecerá.

O risco de mercado engloba os outros riscos que discutiremos a seguir.

Risco Econômico

O risco econômico está ligado às conjunturas econômicas do país e do mundo.

Sinais de piora podem fazer os investidores reavaliarem seus investimentos e optarem por abandonar a renda variável, ocasionando uma queda no preço. O inverso ocorre quando há sinais de melhora econômica.

Este é mais um fator sobre o qual o investidor de ações não tem qualquer controle. Mesmo em crises econômicas sistêmicas há empresas que mantém bons resultados ou sofrem apenas leve piora enquanto outras vão à falência ou se veem em apuros.

O ideal, então, é acompanhar os resultados das empresas para avaliar como elas estão lidando com a crise. Bons administradores entregam bons resultados mesmo em tempos difíceis.

Risco Regulatório

A qualquer momento, o governo pode decidir alterar, criar ou extinguir uma lei, trazendo consequências aos resultados das empresas.

Este é mais um risco sobre o qual o investidor não tem controle. Nunca se sabe que tipo de atitude os governantes irão tomar, por isso, a única defesa do investidor é diversificar seus investimentos.

Risco Tributário

O governo pode alterar legislações tributárias do dia para noite, impactando no resultado das empresas ou no preço das ações.

Por exemplo, o início da cobrança de imposto de renda sobre dividendos (atualmente isentos) certamente afetará os preços das ações na Bolsa, que serão ajustados para que o rendimento final dos investidores esteja de acordo com suas expectativas.

Risco Judicial

Empresas também podem se envolver em processos judiciais que podem levar muitos anos para serem encerrados.

Existe o risco de que a empresa seja penalizada com multa ou valores a serem pagos de forma retroativa. Se ela não se preparar para este tipo de problema, poderá se ver em uma situação ruim. O investidor deve se informar sobre possíveis envolvimentos judiciais das suas empresas e verificar quais atitudes a administração está tomando.

Nem sempre o resultado será negativo, há também os casos em que a empresa ganha a causa e pode reaver dinheiro que antes era considerado perdido.

Riscos Específicos

Cada empresa terá os riscos específicos a área em que atua e sobre os quais não tem controle.

Por exemplo, a Petrobras está a mercê do preço do petróleo no mercado internacional, porém não pode alterar seus preços no mercado nacional sem autorização do governo.

Outro exemplo é a Vale S.A., envolvida em dois acidentes ambientais de grande proporção que poderiam ter prejudicado a empresa de forma irreversível.

O papel do investidor é avaliar como a administração atua em relação aos riscos específicos da empresa e se estas proteções realmente são efetivas.

Risco de Liquidez

Por algum motivo alheio à sua vontade, pode ocorrer significativa redução no número de negócios das ações que você possui.

A diminuição da liquidez pode ocorrer por diversos fatores, tais como:

  • Grande elevação do preço;
  • Retirada das ações em negociação pela própria empresa; ou
  • Perda de interesse dos investidores.

Redução na liquidez resultará em:

  • Dificuldade em realizar operações com suas ações; e
  • Necessidade de aceitar preços excessivamente fora da faixa pela qual você estava disposto a negociar.

O investidor pode atuar ativamente contra este risco:

  • Investindo em empresas com boa liquidez;
  • Acompanhando a evolução dos negócios ao longo do tempo; e
  • Estando atento aos eventos que possam afetar a liquidez.
Última atualização: 2019-10-01